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terça-feira, 27 de outubro de 2009

Nós!

É uma dor fina, discreta,
Uma lágrima fugidia,
Uma ânsia inexplicável,
Esta que sinto cá dentro.
Falta de ti, falta de mim,
Falta de nós,
Esquecidos um do outro,
E do tempo em que nos tinhamos.
Esse tempo que não volta,
Essa intimidade perdida,
Repartida por outros,
Que são um, ou mais,
Mas que nunca serão nós!

Helena

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Para o André

Há coisas que não se explicam.
Apenas se sentem.
Desde o primeiro dia,
Em que te tive nos braços,
Eu soube que seria assim,
A nossa proximidade.
Que não é feita só de ternura,
Mas de muito mais do que isso.
É saber que nos entendemos
Nos gestos, nas palavras, nos silêncios.
E é ter a certeza
Que onde quer que estejamos,
Um de nós vai sempre procurar o outro.

Helena

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Gostar

Gosto de gostar,
De namorar e muito mais.
Gosto de te acariciar,
Gosto de te beijar
Enfim, gosto de te ter
Em mim.
Gosto de gostar de ti
E gosto que gostes de mim.
Gosto do teu gosto,
Enfim!

Helena

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Saber

Nem sempre sei saber
Porque saber implica conhecer.
Conheço muita gente,
Conheço muitas coisas.
Mas nem sempre saberei
Quem ou o que são.
Gostava de saber mais
Sem que isso implicasse
Conhecer!

Helena

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Envelhecer

O corpo franzino e velho
Fora outrora uma escultura
De que a dona fizera gala.
Os anos passaram.
As rugas vieram.
Os amantes desapareceram.
O corpo perdeu a forma
Mas o olhar, esse, permaneceu.
Tem até um brilho especial.
Aquele que vem da alma
Que jamais envelheceu!

Helena

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Ser ou ter

Em vida sabemos pouco
Daquilo que importa saber.
Ficamos pelas vaidades
Esquecidos que elas não contam,
Para aquilo que na verdade conta.
É que pouco importa o ter
Quando não saibamos ser.


Helena

segunda-feira, 20 de julho de 2009

O abraço

Gosto de me levantar e ver o sol
Nascer, quando acontece.
Depois, voltar a adormecer
E acordar ao som dos pregões
Do amolador e das varinas,
Ou do vendedor de limões.
E ficar num geito de sonolência,
A olhar-te.
Numa espécie de torpor,
Num enlace apertado,
Fusionado, uno,
A gozar o teu calor.

Helena