Há um tempo
Sem tempo.
E gente que não tem tempo
Para dar tempo
Ao tempo que ainda tem.
Mas um dia virá,
Em que o tempo abundará.
Só que então
O tempo jamais será
Um tempo de doação.
Será um tempo solitário,
Um tempo de quem espera,
Um tempo já sem tempo
Para dar ao tempo
Que se tem.
Helena
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Rima
Gosto de rimas
E de risos
Que nem sempre rimam
Com os avisos
De quem rema
Contra a maré.
Mas na rima
Dos meus remos
Estás tu
E a minha fé.
Fé divina
Na maré
Que me lança na praia
Sem nunca perder o pé!
Helena
E de risos
Que nem sempre rimam
Com os avisos
De quem rema
Contra a maré.
Mas na rima
Dos meus remos
Estás tu
E a minha fé.
Fé divina
Na maré
Que me lança na praia
Sem nunca perder o pé!
Helena
Fui
Vou indo
Chorando ou rindo,
Vou indo.
Um dia virá que fui,
Sem ter sido
Quem queria,
Sem ter sentido
Que sabia
O que queria.
Quem diria?
Helena
Chorando ou rindo,
Vou indo.
Um dia virá que fui,
Sem ter sido
Quem queria,
Sem ter sentido
Que sabia
O que queria.
Quem diria?
Helena
domingo, 27 de dezembro de 2009
Os mortos
Amo os meus mortos
Quase tanto como os vivos.
Os primeiros dão-me paz
Os segundos, vigor e alento.
No Natal estou com todos.
Por uns rezo,
Aos outros, alimento.
A vida faz-se com ambos,
Até que a morte nos leve
E nos junte aos que já foram.
Para com eles cuidar
Da vida dos que aqui ficam,
A lembrar os que partiram!
Helena
Quase tanto como os vivos.
Os primeiros dão-me paz
Os segundos, vigor e alento.
No Natal estou com todos.
Por uns rezo,
Aos outros, alimento.
A vida faz-se com ambos,
Até que a morte nos leve
E nos junte aos que já foram.
Para com eles cuidar
Da vida dos que aqui ficam,
A lembrar os que partiram!
Helena
quinta-feira, 26 de novembro de 2009
Reconhecer
Quantos anos terão passado
Desde que nos conhecemos?
Não sei. Não me lembro
Senão que toda a vida te conheci.
Corríamos pelo quintal, à apanha
De limões, laranjas e peras.
Riamos e choravamos,
Zangavamo-nos e faziamos as pazes.
Tantas e tantas vezes.
Vi-te ontem,
Mas tu não me reconheceste.
És rica. Casaste.
Eu trabalho. E divorciei-me.
Afinal,
Nascemos iguais
Mas crescemos diferentes.
Por isso, não me reconheceste...
Helena
Desde que nos conhecemos?
Não sei. Não me lembro
Senão que toda a vida te conheci.
Corríamos pelo quintal, à apanha
De limões, laranjas e peras.
Riamos e choravamos,
Zangavamo-nos e faziamos as pazes.
Tantas e tantas vezes.
Vi-te ontem,
Mas tu não me reconheceste.
És rica. Casaste.
Eu trabalho. E divorciei-me.
Afinal,
Nascemos iguais
Mas crescemos diferentes.
Por isso, não me reconheceste...
Helena
quarta-feira, 25 de novembro de 2009
Não sei
Não sei se prefiro
O antes ou o depois
Das coisas boas.
Antes, anseio, imagino.
Depois, recordo, revivo.
Do momento, não sei,
Não realizo, sequer,
O que me acontece.
Limito-me a sentir
Aquilo que me apetece.
Helena
O antes ou o depois
Das coisas boas.
Antes, anseio, imagino.
Depois, recordo, revivo.
Do momento, não sei,
Não realizo, sequer,
O que me acontece.
Limito-me a sentir
Aquilo que me apetece.
Helena
domingo, 15 de novembro de 2009
À chuva...
Gosto de ver chover,
Mas sem vento.
Chuva miudinha,
Para andar ao relento
A passear,
E a dançar.
Como no filme,
Como se fosse menina.
Com um chapéu,
Para não me molhar
E cantar,
A dançar!
Helena
Mas sem vento.
Chuva miudinha,
Para andar ao relento
A passear,
E a dançar.
Como no filme,
Como se fosse menina.
Com um chapéu,
Para não me molhar
E cantar,
A dançar!
Helena
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