Os cheiros
São lembranças.
O de lavanda.
Meu Pai.
O de flores,
Minha Mãe.
O de cera,
Meus avós.
O de rosas,
Crianças.
O de suor,
Trabalho.
O de corpo,
Amor.
O de açucar queimado,
Doces.
O de doces,
Teus beijos roubados!
Helena
domingo, 6 de junho de 2010
sábado, 27 de março de 2010
Lágrimas
Lágrimas são gotas
Que doem
Ou que aliviam.
São bocados de vida
Chorados.
Lembranças presentes
De alegrias e mágoas.
São bocados de mim,
São bocados de ti,
Que um dia
Foram bocados de nós.
Helena
Que doem
Ou que aliviam.
São bocados de vida
Chorados.
Lembranças presentes
De alegrias e mágoas.
São bocados de mim,
São bocados de ti,
Que um dia
Foram bocados de nós.
Helena
terça-feira, 16 de março de 2010
As tuas mãos
Não são bonitas,
As tuas mãos.
São curtas e largas,
Cheias, sem graça.
Eu sei,
Mas são as tuas mãos.
Que me conhecem,
Que me acarinharam,
Que me agarraram,
E que, um dia,
Me largaram.
Mas são as tuas mãos.
Esquecê-las,
Era esquecer-me de mim,
De ti,
E, quem sabe?
Talvez, mesmo, de nós!
Helena
As tuas mãos.
São curtas e largas,
Cheias, sem graça.
Eu sei,
Mas são as tuas mãos.
Que me conhecem,
Que me acarinharam,
Que me agarraram,
E que, um dia,
Me largaram.
Mas são as tuas mãos.
Esquecê-las,
Era esquecer-me de mim,
De ti,
E, quem sabe?
Talvez, mesmo, de nós!
Helena
domingo, 14 de março de 2010
Memória
Gosto de memorizar
Aquilo em que não quero pensar.
Tabuadas, telefones, ou moradas.
Mas quero ter memória,
O que é muito diferente.
Memória para recordar
O que foi bom,
E esquecer o que foi triste,
Ou mesmo deprimente.
Quero recordar os amigos,
Os filhos pequenos,
Os pais, os avós e os netos.
Quero recordar-te a ti,
Quando ainda eramos nós.
E esquecer
Quando deixámos de o ser!
Helena
Aquilo em que não quero pensar.
Tabuadas, telefones, ou moradas.
Mas quero ter memória,
O que é muito diferente.
Memória para recordar
O que foi bom,
E esquecer o que foi triste,
Ou mesmo deprimente.
Quero recordar os amigos,
Os filhos pequenos,
Os pais, os avós e os netos.
Quero recordar-te a ti,
Quando ainda eramos nós.
E esquecer
Quando deixámos de o ser!
Helena
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
Tempo
Há um tempo
Sem tempo.
E gente que não tem tempo
Para dar tempo
Ao tempo que ainda tem.
Mas um dia virá,
Em que o tempo abundará.
Só que então
O tempo jamais será
Um tempo de doação.
Será um tempo solitário,
Um tempo de quem espera,
Um tempo já sem tempo
Para dar ao tempo
Que se tem.
Helena
Sem tempo.
E gente que não tem tempo
Para dar tempo
Ao tempo que ainda tem.
Mas um dia virá,
Em que o tempo abundará.
Só que então
O tempo jamais será
Um tempo de doação.
Será um tempo solitário,
Um tempo de quem espera,
Um tempo já sem tempo
Para dar ao tempo
Que se tem.
Helena
segunda-feira, 11 de janeiro de 2010
Rima
Gosto de rimas
E de risos
Que nem sempre rimam
Com os avisos
De quem rema
Contra a maré.
Mas na rima
Dos meus remos
Estás tu
E a minha fé.
Fé divina
Na maré
Que me lança na praia
Sem nunca perder o pé!
Helena
E de risos
Que nem sempre rimam
Com os avisos
De quem rema
Contra a maré.
Mas na rima
Dos meus remos
Estás tu
E a minha fé.
Fé divina
Na maré
Que me lança na praia
Sem nunca perder o pé!
Helena
Fui
Vou indo
Chorando ou rindo,
Vou indo.
Um dia virá que fui,
Sem ter sido
Quem queria,
Sem ter sentido
Que sabia
O que queria.
Quem diria?
Helena
Chorando ou rindo,
Vou indo.
Um dia virá que fui,
Sem ter sido
Quem queria,
Sem ter sentido
Que sabia
O que queria.
Quem diria?
Helena
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