Passear de mão dada
Na tua.
Sentar-me no jardim
Contigo.
Olhar os teus olhos
No fundo.
Acariciar os teus cabelos
Com ternura.
Beijar a tua boca
Com amor.
Percorrer o teu corpo
Com desejo.
Fazer amor contigo
Com paixão.
Enlaçarmo-nos um no outro
Esgotados.
E dormir, enfim,
Nos teus braços
Enrolados à volta de mim!
Helena
quarta-feira, 6 de outubro de 2010
domingo, 22 de agosto de 2010
Tão pouco, afinal!
Ver o rio e passear
Dar-te a mão e caminhar
Beijar-te com sofreguidão
Matar a sede e beber
A água límpida da fonte.
Daquela que seca no Verão,
Mas jorra, em força, no Inverno.
Apanhar chuva e dançar,
Pular nas poças do chão.
Entregar-me nos teus braços,
Consumir esta paixão
Abraçar-te a vida inteira.
Rir, com gosto, de nós
E da vida que levássemos.
Tudo isto faria de mim
A mais feliz das mulheres,
A mais fogosa guerreira.
Helena
Dar-te a mão e caminhar
Beijar-te com sofreguidão
Matar a sede e beber
A água límpida da fonte.
Daquela que seca no Verão,
Mas jorra, em força, no Inverno.
Apanhar chuva e dançar,
Pular nas poças do chão.
Entregar-me nos teus braços,
Consumir esta paixão
Abraçar-te a vida inteira.
Rir, com gosto, de nós
E da vida que levássemos.
Tudo isto faria de mim
A mais feliz das mulheres,
A mais fogosa guerreira.
Helena
quarta-feira, 23 de junho de 2010
Chuva
Gosto de ouvir chover
Esquecida daqueles
A quem a chuva faz sofrer.
Há dias em que não sou boa,
Em que só penso em mim.
Enrolada nos cobertores,
Toda anichada em ti,
Aqueço-me no teu corpo
E oiço a chuva a cair.
Primeiro fraca,
Depois mais forte,
Até, lá para diante, parar
E eu, nos teus braços,
Adormecer a sorrir!
Helena
Esquecida daqueles
A quem a chuva faz sofrer.
Há dias em que não sou boa,
Em que só penso em mim.
Enrolada nos cobertores,
Toda anichada em ti,
Aqueço-me no teu corpo
E oiço a chuva a cair.
Primeiro fraca,
Depois mais forte,
Até, lá para diante, parar
E eu, nos teus braços,
Adormecer a sorrir!
Helena
domingo, 6 de junho de 2010
Cheiros
Os cheiros
São lembranças.
O de lavanda.
Meu Pai.
O de flores,
Minha Mãe.
O de cera,
Meus avós.
O de rosas,
Crianças.
O de suor,
Trabalho.
O de corpo,
Amor.
O de açucar queimado,
Doces.
O de doces,
Teus beijos roubados!
Helena
São lembranças.
O de lavanda.
Meu Pai.
O de flores,
Minha Mãe.
O de cera,
Meus avós.
O de rosas,
Crianças.
O de suor,
Trabalho.
O de corpo,
Amor.
O de açucar queimado,
Doces.
O de doces,
Teus beijos roubados!
Helena
sábado, 27 de março de 2010
Lágrimas
Lágrimas são gotas
Que doem
Ou que aliviam.
São bocados de vida
Chorados.
Lembranças presentes
De alegrias e mágoas.
São bocados de mim,
São bocados de ti,
Que um dia
Foram bocados de nós.
Helena
Que doem
Ou que aliviam.
São bocados de vida
Chorados.
Lembranças presentes
De alegrias e mágoas.
São bocados de mim,
São bocados de ti,
Que um dia
Foram bocados de nós.
Helena
terça-feira, 16 de março de 2010
As tuas mãos
Não são bonitas,
As tuas mãos.
São curtas e largas,
Cheias, sem graça.
Eu sei,
Mas são as tuas mãos.
Que me conhecem,
Que me acarinharam,
Que me agarraram,
E que, um dia,
Me largaram.
Mas são as tuas mãos.
Esquecê-las,
Era esquecer-me de mim,
De ti,
E, quem sabe?
Talvez, mesmo, de nós!
Helena
As tuas mãos.
São curtas e largas,
Cheias, sem graça.
Eu sei,
Mas são as tuas mãos.
Que me conhecem,
Que me acarinharam,
Que me agarraram,
E que, um dia,
Me largaram.
Mas são as tuas mãos.
Esquecê-las,
Era esquecer-me de mim,
De ti,
E, quem sabe?
Talvez, mesmo, de nós!
Helena
domingo, 14 de março de 2010
Memória
Gosto de memorizar
Aquilo em que não quero pensar.
Tabuadas, telefones, ou moradas.
Mas quero ter memória,
O que é muito diferente.
Memória para recordar
O que foi bom,
E esquecer o que foi triste,
Ou mesmo deprimente.
Quero recordar os amigos,
Os filhos pequenos,
Os pais, os avós e os netos.
Quero recordar-te a ti,
Quando ainda eramos nós.
E esquecer
Quando deixámos de o ser!
Helena
Aquilo em que não quero pensar.
Tabuadas, telefones, ou moradas.
Mas quero ter memória,
O que é muito diferente.
Memória para recordar
O que foi bom,
E esquecer o que foi triste,
Ou mesmo deprimente.
Quero recordar os amigos,
Os filhos pequenos,
Os pais, os avós e os netos.
Quero recordar-te a ti,
Quando ainda eramos nós.
E esquecer
Quando deixámos de o ser!
Helena
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