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sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Um poema

"I wish I could remember that first day,
First hour, first moment of your meeting me,
If bright or dim the season, it might be
Summer or Winter for aught I can say;
So unrecorded did it slip away,
So blind was I to see and to foresee,
So dull to mark the budding of my tree
That would not blossom for many a May.
If only I could recollect it, such
A day of days! I let it come and go
As traceless as a thaw of bygone snow;
It seemed to mean so little, meant so much;
If only now I could recall that touch,
First touch of hand in hand—Did one but know!"

Este é um dos poemas que prefiro!

Helena

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Pecar

São pecados capitais,
São sete bem normais.
Porque será que é pecado
Tudo o que é demasiado?
Amar demais?
Desejar demais?
Não podem ser pecado.
Pecado é amar pouco
E pouco desejar.
Por mim, prefiro pecar,
Por desejar e amar
Demais!

Helena

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Quando morre um amigo

Quando morre um amigo,
Vão com ele as lembranças
De risos e penas comuns.
Quando morre um amigo,
Damos um passo para o fim
Que se torna mais próximo.
Quando morre um amigo,
Ficamos sempre mais pobres.
Quando morre um amigo,
Ninguem o pode substituir.
Quando morre um amigo,
Morre, sempre, um bocado de nós!

Helena

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Há dias assim

Hoje acordei tranquila
Hoje não me lembrei de ti
Hoje não tive más notícias
Hoje não liguei a televisão
Hoje só pensei em mim
Hoje passeei ao sol
Hoje senti-me feliz
Hoje é dia 4 de Novembro
Hoje faz anos que te conheci!

Helena

quarta-feira, 6 de outubro de 2010

Alguém

Não era importante,
Mas importava-se.
Falava pouco,
Mas fazia muito.
Não comentava,
Mas comentavam-no.
Não prejudicava os outros,
Mas era prejudicado.
Não roubava,
Mas era roubado.
Amou intensamente,
Mas não foi amado.
Viveu e morreu
Como um santo,
Mas não foi reconhecido.

Helena

Tão bom!

Passear de mão dada
Na tua.
Sentar-me no jardim
Contigo.
Olhar os teus olhos
No fundo.
Acariciar os teus cabelos
Com ternura.
Beijar a tua boca
Com amor.
Percorrer o teu corpo
Com desejo.
Fazer amor contigo
Com paixão.
Enlaçarmo-nos um no outro
Esgotados.
E dormir, enfim,
Nos teus braços
Enrolados à volta de mim!

Helena

domingo, 22 de agosto de 2010

Tão pouco, afinal!

Ver o rio e passear
Dar-te a mão e caminhar
Beijar-te com sofreguidão
Matar a sede e beber
A água límpida da fonte.
Daquela que seca no Verão,
Mas jorra, em força, no Inverno.
Apanhar chuva e dançar,
Pular nas poças do chão.
Entregar-me nos teus braços,
Consumir esta paixão
Abraçar-te a vida inteira.
Rir, com gosto, de nós
E da vida que levássemos.
Tudo isto faria de mim
A mais feliz das mulheres,
A mais fogosa guerreira.

Helena