Cem leitores fiéis,
De prosa poética,
Informal.
Cem amigos atentos
Ao que se passa comigo,
Afinal.
Será que merece
Tanta atenção
O que aqui partilho
De bem e de mal?
Espero que sim.
É para isso que escrevo
E me exponho,
Ser complexo,
Mortal.
Bem hajam todos,
Porque são esteio
Do que produzo,
E o meu apoio
Moral.
Helena
quinta-feira, 21 de julho de 2011
quarta-feira, 15 de junho de 2011
As mágoas
Nunca sei o que valem as mágoas.
Nem sei se têm prazo de validade.
As minhas, essas,
Vou-as deglutindo devagar.
Como que a prolongar
Algo que não quero esquecer,
Embora saiba que tenho de perdoar
Quem mas inflige
No intuito de magoar.
As outras, leva-as o ar
Que respiro,
Ou o vento, forte,
Para o mar!
Helena
Nem sei se têm prazo de validade.
As minhas, essas,
Vou-as deglutindo devagar.
Como que a prolongar
Algo que não quero esquecer,
Embora saiba que tenho de perdoar
Quem mas inflige
No intuito de magoar.
As outras, leva-as o ar
Que respiro,
Ou o vento, forte,
Para o mar!
Helena
terça-feira, 24 de maio de 2011
Minha Mãe
Minha Mãe,
Minha estrada,
Meu esteio,
Minha rota.
Sinto-te
Nesta metade de mim
Que te pertence.
Mas estás, velada,
Na outra.
Que não vindo de ti
Foi parida
No teu ventre.
Vem, minha Mãe
Dá-me a tua mão
E leva-me
De volta
Ao teu regaço!
Helena
Minha estrada,
Meu esteio,
Minha rota.
Sinto-te
Nesta metade de mim
Que te pertence.
Mas estás, velada,
Na outra.
Que não vindo de ti
Foi parida
No teu ventre.
Vem, minha Mãe
Dá-me a tua mão
E leva-me
De volta
Ao teu regaço!
Helena
quinta-feira, 10 de março de 2011
Metade do que sou
Metade do que sou
É alegria
A outra metade
Melancolia.
Metade do que sou
É esperança
A outra metade
Desconfiança
Metade do que sou
É solidão
A outra metade
Festa
Metade do que sou
É turbilhão
A outra metade
Silêncio.
Quem me dera poder ser
Apenas a metade
Que tu desejas ter!
Helena
É alegria
A outra metade
Melancolia.
Metade do que sou
É esperança
A outra metade
Desconfiança
Metade do que sou
É solidão
A outra metade
Festa
Metade do que sou
É turbilhão
A outra metade
Silêncio.
Quem me dera poder ser
Apenas a metade
Que tu desejas ter!
Helena
sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011
Um poema
"I wish I could remember that first day,
First hour, first moment of your meeting me,
If bright or dim the season, it might be
Summer or Winter for aught I can say;
So unrecorded did it slip away,
So blind was I to see and to foresee,
So dull to mark the budding of my tree
That would not blossom for many a May.
If only I could recollect it, such
A day of days! I let it come and go
As traceless as a thaw of bygone snow;
It seemed to mean so little, meant so much;
If only now I could recall that touch,
First touch of hand in hand—Did one but know!"
Este é um dos poemas que prefiro!
Helena
First hour, first moment of your meeting me,
If bright or dim the season, it might be
Summer or Winter for aught I can say;
So unrecorded did it slip away,
So blind was I to see and to foresee,
So dull to mark the budding of my tree
That would not blossom for many a May.
If only I could recollect it, such
A day of days! I let it come and go
As traceless as a thaw of bygone snow;
It seemed to mean so little, meant so much;
If only now I could recall that touch,
First touch of hand in hand—Did one but know!"
Este é um dos poemas que prefiro!
Helena
terça-feira, 8 de fevereiro de 2011
Pecar
São pecados capitais,
São sete bem normais.
Porque será que é pecado
Tudo o que é demasiado?
Amar demais?
Desejar demais?
Não podem ser pecado.
Pecado é amar pouco
E pouco desejar.
Por mim, prefiro pecar,
Por desejar e amar
Demais!
Helena
São sete bem normais.
Porque será que é pecado
Tudo o que é demasiado?
Amar demais?
Desejar demais?
Não podem ser pecado.
Pecado é amar pouco
E pouco desejar.
Por mim, prefiro pecar,
Por desejar e amar
Demais!
Helena
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Quando morre um amigo
Quando morre um amigo,
Vão com ele as lembranças
De risos e penas comuns.
Quando morre um amigo,
Damos um passo para o fim
Que se torna mais próximo.
Quando morre um amigo,
Ficamos sempre mais pobres.
Quando morre um amigo,
Ninguem o pode substituir.
Quando morre um amigo,
Morre, sempre, um bocado de nós!
Helena
Vão com ele as lembranças
De risos e penas comuns.
Quando morre um amigo,
Damos um passo para o fim
Que se torna mais próximo.
Quando morre um amigo,
Ficamos sempre mais pobres.
Quando morre um amigo,
Ninguem o pode substituir.
Quando morre um amigo,
Morre, sempre, um bocado de nós!
Helena
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