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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Palavras

Amaram-se tanto,
sem nunca se conhecerem.
Entregaram-se tanto,
sem nunca se encontrarem.
Foram as palavras escritas
que os aproximaram.
Elas que teceram os elos
que os prenderam.

Foram felizes
Sem nunca falar.
Ou foram-no,
Porque nunca falaram!

Helena

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Dos amigos

Sofro com as dores
dos amigos
a quem não posso valer.
Eles são o meu suporte
a mão que se estende
e me acarinha.
Porque é que são meus amigos?
Não sei.
Nem sequer sei
quando se tornaram
amigos.
Sei, isso sei,
que sem eles,
o meu mundo e os meus sonhos
seriam diferentes.
E eu seria outra,
Mais pobre
e menos gente!

Helena

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Amor

Quantas vezes te perdi,
Quantas vezes te encontrei.
Estúpido coração este
Que não vê, mas sente.
Que acredita, mas sofre.
Que não distingue, afinal,
Que o amor também é saudade
De uma vida banal,
Ou de mera casualidade!

Helena

sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Tango

Gosto de tango
E de o dançar,
Especialmente contigo.
Sinto-te em cada nota,
E entrego-me
Com desejo
E sem pejo.
A cada acorde,
São os nosso corpos
Que se fundem,
A respiração que acelera.
A minha perna envolve a tua
Para depois a largar
E voltar a prender.
Suspensos ambos,
De mais um requebro
De um ir e vir
Que afinal nos envolve
Para de dois,
Fazer um.
Que se move
Que se entrega
Que se dá
Ao sabor do tango
Que nos une.

Helena

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Outono

Torra-me o sol,
Não me deixa respirar.
Sol que desnuda corpos,
E martiriza o olhar.
O meu tempo é neblina,
Com árvores a desfolhar.
É um olhar melancólico,
Para o inverno a chegar.
Fortalece-me este tempo,
Que é sem o ser
Outono que deixa o Verão
Para o Inverno chegar.
Céu cinzento rosado,
Uma brisa no mar.
E eu, sempre, a recomeçar!

Helena

quinta-feira, 21 de julho de 2011

100 fiéis!

Cem leitores fiéis,
De prosa poética,
Informal.
Cem amigos atentos
Ao que se passa comigo,
Afinal.
Será que merece
Tanta atenção
O que aqui partilho
De bem e de mal?
Espero que sim.
É para isso que escrevo
E me exponho,
Ser complexo,
Mortal.
Bem hajam todos,
Porque são esteio
Do que produzo,
E o meu apoio
Moral.

Helena

quarta-feira, 15 de junho de 2011

As mágoas

Nunca sei o que valem as mágoas.
Nem sei se têm prazo de validade.
As minhas, essas,
Vou-as deglutindo devagar.
Como que a prolongar
Algo que não quero esquecer,
Embora saiba que tenho de perdoar
Quem mas inflige
No intuito de magoar.
As outras, leva-as o ar
Que respiro,
Ou o vento, forte,
Para o mar!

Helena