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quarta-feira, 16 de maio de 2012

Faltas-me

Estou serena,
Como em pequena.
Mas triste.
Faltam-me partes de mim,
Que levaste.
Encho o buraco de trabalho,
Tento
Refazer-me.
Mas sem braços
Nem abraços,
É mais difícil.
Faltam-me partes de mim
E de ti!

Helena

7 comentários:

  1. Minha Querida amiga, força!
    Um beijo

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. Querida Helena;
    Chico Buarque disse:
    "A saudade é arrumar o quarto
    Do filho que já morreu"
    Beijinho, querida
    Maria

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  4. Boa tarde, nao me conhece mas eu conheço-a! admiro-a como mae, jornalista, figura pública, mas acima de tudo como Pessoa. Gosto das coisas que diz e muitas delas acompanham-me durante dias e rodopiam nos meus pensamentos, geram conclusões, opiniões e muitas vezes consolos... Gosto de si e gostava de quando tiver a sua idade ter a mesma mente aberta desprovida de preconceitos e ideias feitas. (tenho 38 anos)Parabéns por ser como é! Um grande beijinho, L.

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  5. Quando li esta passagem lembrei-me de si.

    “A morte não é necessariamente o fim, mas o começo de outras coisas. E, no entanto, foi tudo à tão pouco tempo que ainda é complicado gerir esta ideia.”

    “Por isso, viver um dia de cada vez é o conselho que dou a quem estiver a passar por isto. E, se as coisas não correrem bem, saber fazer o luto e aprender a lidar com a perda. Sem alimentar demasiadamente a ferida, mas antes fazendo por sará-la mais um pouco, a cada dia, até encontrar um lugar onde já não doa tanto.”

    Excerto extraído do livro: Morrer é só não ser visto e é parte de um testemunho de uma mãe que perdeu os seus três gémeos após terem nascido prematuramente. O primeiro desapareceu com cinco dias, o segundo com sete e o terceiro, quando já não esperavam, acabou por falecer com um mês.

    Mil beijinhos*

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  6. Há dores que nos parecem insuportáveis e são-nos, de facto, até descobrir-mos que existe algo para além do que vemos. A dor não diminui pelo simples facto de sabermos que a partida é apenas uma pequena parte da nossa existência, Infelizmente, já imagino do que falo, porque também já vi partir com tenra idade uma menina que cuidava desde os 4 anos. Ainda hoje me é difícil lembrar o momento em que soube que a minha pequena flor não estava mais aqui. Mas aos poucos, muito devagar, a dor foi-se transformando no suave encanto de a pensar e a sentir por perto, a senhora, Drª Helena, também ficará com o melhor do seu filho guardado no cofre mais preciso que existe... Nunca o esquecerá e aos poucos, escutá-lo-á, senti-lo-á perto de si aconselhando-a, aconchegando-a, abraçando-a com o afago que nós, por muito que gostemos de si não podemos abraçar.

    Os meus braços, ouvidos, dedos para escrever no teclado, estarão por cá embora saiba que serão sempre infinitamente menores e menos confortáveis.

    Um beijinho grande.
    Vânia Batista

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