Um mês são trinta dias
E são setecentas e vinte horas.
Tiras as que dormes,
Restam cerca de quinhentas.
São ainda muitas horas,
De dor e lágrimas secas,
De angústia e de vazio
De lembranças saudosas.
Um mês são trinta dias,
À espera de coisa nenhuma.
Mas são horas que passaram
Sobre uma morte bem dura.
E minutos, quantos são,
A passar tão devagar?
São muitos, são milhares
Com vontade de chorar.
quinta-feira, 24 de maio de 2012
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Faltas-me
Estou serena,
Como em pequena.
Mas triste.
Faltam-me partes de mim,
Que levaste.
Encho o buraco de trabalho,
Tento
Refazer-me.
Mas sem braços
Nem abraços,
É mais difícil.
Faltam-me partes de mim
E de ti!
Helena
Como em pequena.
Mas triste.
Faltam-me partes de mim,
Que levaste.
Encho o buraco de trabalho,
Tento
Refazer-me.
Mas sem braços
Nem abraços,
É mais difícil.
Faltam-me partes de mim
E de ti!
Helena
segunda-feira, 30 de abril de 2012
Quero continuar a sorrir
Quero continuar a sorrir,
Mesmo que o coração chore.
Quero continuar a sorrir,
Mesmo que não te veja.
Quero continuar a sorrir,
A lembrar o que vivemos.
Os açoites que te dei
E as gargalhadas que soltámos.
Quero continuar a sorrir,
Sabendo que já partiste.
Quero continuar a sorrir,
Mesmo que esteja triste.
Helena
Mesmo que o coração chore.
Quero continuar a sorrir,
Mesmo que não te veja.
Quero continuar a sorrir,
A lembrar o que vivemos.
Os açoites que te dei
E as gargalhadas que soltámos.
Quero continuar a sorrir,
Sabendo que já partiste.
Quero continuar a sorrir,
Mesmo que esteja triste.
Helena
sexta-feira, 27 de janeiro de 2012
À Isaura
Quantos anos passaram
Sobre as nossas gargalhadas?
Andámos tanto tempo juntas,
Que me não lembro de mim
Sem ti.
Tantas estradas cruzadas,
Tantas cartas escritas,
Tantas horas ao telefone
Tanta vida comum,
Mesmo estando separadas.
Quando adoeceste,
Estive a teu lado.
Mas quando morreste,
Levaste um bocado
De mim e de nós!
Helena
quinta-feira, 26 de janeiro de 2012
Palavras
Amaram-se tanto,
sem nunca se conhecerem.
Entregaram-se tanto,
sem nunca se encontrarem.
Foram as palavras escritas
que os aproximaram.
Elas que teceram os elos
que os prenderam.
Foram felizes
Sem nunca falar.
Ou foram-no,
Porque nunca falaram!
Helena
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
Dos amigos
Sofro com as dores
dos amigos
a quem não posso valer.
Eles são o meu suporte
a mão que se estende
e me acarinha.
Porque é que são meus amigos?
Não sei.
Nem sequer sei
quando se tornaram
amigos.
Sei, isso sei,
que sem eles,
o meu mundo e os meus sonhos
seriam diferentes.
E eu seria outra,
Mais pobre
e menos gente!
Helena
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Amor
Quantas vezes te perdi,
Quantas vezes te encontrei.
Estúpido coração este
Que não vê, mas sente.
Que acredita, mas sofre.
Que não distingue, afinal,
Que o amor também é saudade
De uma vida banal,
Ou de mera casualidade!
Helena
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